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Mécanosphère – Lobo Mau (2001)

Posted by PhiLiz em 27-02-2006

Artista: Mécanosphère
Álbum: Lobo Mau
Ano: 2001
Género: Alternative Rock/Electronic
País: França/Portugal
Editora: Número Magazine

Tracklist:
01 – Regarde
02 – Sou Um Lobo Mau
03 – Canibal Station
04 – A Chuva É O Meu Conforto
05 – Catapulte

Membros:
Adolfo “Luxúria Canibal” Macedo – Voz
Benjamin Brejon – Bateria, Electrónica
Sam Dournal – Electrónica
Sébastien Fauveau – Guitarra

(Nota: não corresponde ao alinhamento da banda neste trabalho)

Introdução

Há movimentos que não se percebem bem. Luzes que se acendem e apagam com tal rapidez ou lentidão que não conseguimos verdadeiramente detectar. Assim como há sons que nos escapam… todavia, vão-nos fascinando.

Será porventura o caso deste EP, por parte do projecto luso-francês, Mécanosphère. Não me alongando muito em relação aos intervenientes (confesso a minha ignorância no que diz respeito à maioria dos integrantes deste invulgar quinteto), é de salientar a presença de Adolfo Luxúria Canibal, mente criativa por detrás dos Mão Morta (isto é, melhor banda portuguesa de sempre, na minha mais modesta opinião).

Em pouco mais de 15 minutos, somos levados a um mundo de improviso, sons invulgares e acima de tudo envolvidos numa áurea hipnotizante. Admito a minha parcial falta de compreensão ao que aqui se passa… mas não posso deixar de me sentir fascinado com este Lobo Mau.

Review

Regarde é uma maquinal introdução de meio minuto que nos dá as boas vindas ao estranho mundo Mécanosphère.

Lobo Mau é a faixa-título e aquela que nos mostra melhor a áurea em que o disco está envolto. Os sons industriais são o pano de fundo para a voz cortante de Adolfo Luxúria Canibal ir sobressaindo. A electrónica é confusa, caótica e ainda assim perfeita. A parte mais humorística do final da música está igualmente bastante bem conseguida… e vamos apenas no início.

Com Canibal Station somos presenteados com vários momentos de percussão loucos. Quase não temos voz – à excepção de algumas falas distorcidas em pano de fundo – e este factor mostra-nos que não é só a voz cortante e peculiar de Adolfo que nos fez ficar a ouvir o CD… apesar do seu estranho gosto.

Se na faixa anterior a ausência de Adolfo foi notada, nesta música, temos quase sempre a voz em destaque. A “auto-descrição” logo no início mostra-nos que a sociedade não é esquecida no meio de tanta improvisação. Chuva É O Meu Conforto tem no lugar da habitual maquinaria um baixo mais presente e por isso o som torna-se a certas alturas mais “acolhedor”.

Estamos no final. Através da enérgica Catapulte somos guiados para fora da nave em que nos envolvemos à um quarto de hora. O momento “jazzístico” no final não é bem o fim… afinal, podemos entrar neste mundo sempre que nos aprazer.

Conclusão

Não sei muito bem do que estou a falar, mas acharia crime não salientar tamanho momento criativo uma vez que tenho vontade de experimentar o mundo de Mécanosphère várias vezes.

PhiLiz
Escrito originalmente em 2006.02.27
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